Mascotes dos times brasileiros da série A

 Em uma discussão dos blogueiros do ALN surgiu a dúvida dos mascotes de alguns times,então resolvemos fazer um post sobre os mascotes dos 20 times da serie A e suas respectivas histórias. Confiram !

 Internacional:

  O mascote do Internacional veio para se contrapor ao mascote tricolor. Inicialmente, era representado por um menino negro, para identificar o time como Clube do Povo do Rio Grande do Sul. Surgiu nas redações dos extintos Folha Desportiva e Jornal A Hora, na década de 50. Com o tempo, foi substituído pelo Saci, negrinho de uma perna só que simboliza malandragem e peraltice. Uma analogia às ciladas que o time armaria para os adversários.Versão do cartunista Ziraldo para o mascote do Inter:

 Cruzeiro:
  O Raposão foi fundado na década de 40, feito por Fernando Pierucetti, conhecido como Mangabeira,inspirado-se no ex-presidente Mário Grosso, porque ele não deixava ninguém passar a perna nele, era tão astuto,ágil,inteligente e hábil como uma raposa, apos uma pesquisa em um programa de televisão, a torcida cruzeirense elegeu o Raposão para o nome do mascote.
 
Portuguesa:

A mascote da Portuguesa foi adotada em 1994, em substituição à personagem “Severa”, uma simpática portuguesinha cantora de fados, que foi interpretada no cinema na década de 30 por Dina Tereza. Era um símbolo sem igual no futebol brasileiro, mas os dirigentes optaram por outro, de maior identidade com sua torcida, e o Leão, com garra, determinação e astúcia, encaixava-se neste perfil.

Vasco: 
                                                            
 No início o mascote do Vasco era o  Almirante, em homenagem ao navegador     português Vasco da Gama. Após os anos 1940 foi criada a figura bem-humorada de um comerciante português barrigudo e bigodudo e de tamancos com a camisa do clube, representando os comerciantes portugueses. Nos anos 1960, o cartunista Henfil, no Jornal dos Sports, criou o apelido Bacalhau, que também teve aceitação entre os torcedores.

Grêmio:

  Em 1946, o chargista Pompeo, do jornal “Folha da Tarde”, criou uma tira que circulava sempre às segundas-feiras. Ela trazia sete personagens representando os sete clubes que disputavam o Campeonato Citadino. O Mosqueteiro era um deles, provavelmente inspirado na mascote do Corinthians, de São Paulo. Naquele mesmo ano, a torcida levou o personagem ao estádio, desenhado numa faixa que também trazia os dizeres “Com o Grêmio, onde estiver o Grêmio” (mais tarde adaptada no hino composto por Lupicínio Rodrigues para “Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver”). Inicialmente era um mosqueteiro gordo. Com o tempo, ele foi se tornando mais esbelto e atlético.


Fluminense:
   O Tricolor de Laranjeiras sempre se caracterizou por possuir torcedores ilustres e famosos, presidentes, cantores e cantoras, artistas, personalidades ligadas a cúpula do futebol mundial e, desta forma surgiu a ideia de um outro símbolo tricolor – O Cartola.Idealizado pelo grande caricaturista argentino Lorenzo Mollas, o cartola surgiu elegante, de fraque e cartola com sua imponente piteira, passando a imagem da aristocracia tricolor.

Atlético-GO
Em Campinas, bairro de Goiânia, onde oAtlético nasceu, uma das principais opções de lazer nas décadas de 30 e 40 era o Cine Campinas, que exibia novelas e seriados. Entre as atrações tinha um seriado chamado Fu Man Chu este personagem principal era defendido por Dragões, os guardiões deles. A partir daí, a população começou a associar o Dragão ao time.
Corinthians:

O Sport Clube Corinthians Paulista foi criado em 1º de setembro de 1910 por um grupo do Bom Retiro. O mascote escolhido para representar o time foi o Mosqueteiro. O mascote foi escolhido em 1913, na Liga Paulista, onde ficaram apenas o Americano, o Internacional e o Germania, conhecidos como os três mosqueteiros do futebol. O Corinthians então, entrou como o quarto mosqueteiro, como a história dos mosqueteiros.
Existem duas versões para a escolha do mascote do time. A segunda versão diz que foi escolhido esse mascote após o Corinthians ter ganhado um jogo contra o Barracas da Argentina em 1929. O time então foi visto como um mosqueteiro, pela sua garra e coragem e toda a imprensa se referia assim ao time, o “time mosqueteiro”.
Com o passar dos anos, em parceria com o cartunista Ziraldo, o mascote foi modernizado  e também foi criada A mosqueteira, para representar a parte feminina da torcida corinthiana.

Coritiba:

  
      O clube mais tradicional do Paraná não poderia ter mascote diferente. O time do Coritiba é representado por um simpático velhinho de descendência alemã, carinhosamente chamado de “Vovô Coxa” em homenagem ao fotógrafo e torcedor do clube Max Kopf. O clube é o mais antigo do Paraná, tendo completado 100 anos no dia 12 de outubro de 2009. O mascote representa assim a origem e toda a tradição do Coritiba e do futebol no estado do Paraná.

Flamengo:
  Na década de 60 as torcidas rivais começam a chamar os torcedores do Flamengo de “urubus”, alusão racista à grande massa de torcedores rubro-negros afro-descendentes e pobres. Tal apelido de cunho ofensivo nunca foi bem recebido pela torcida do Flamengo, até o dia 31 de maio de 1969.Foi em um domingo, quando os torcedores rubro-negros Luiz Otávio Vaz, Romilson Meirelles e Victor Ellery resolveram levar a ave para um jogo entre o Flamengo e Botafogo no Maracanã. Na época, os dois clubes faziam o clássico de maior rivalidade pós-Garrincha e o Flamengo não vencia o rival havia dois anos. Nas arquibancadas, os torcedores do Botafogo gritavam, como sempre, que o Flamengo era time de “urubu”.O urubu foi solto na arquibancada com uma bandeira presa nos pés, e quando caiu no gramado, pouco antes do jogo iniciar, a torcida fez a festa, vibrando e gritando: “é urubu, é urubu”. O Flamengo venceu o jogo por 2 a 1, numa partida que marcou também a estréia de Doval, e, a partir daí, o novo mascote consagrou-se, tomando o lugar do Popeye. O cartunista Henfil, rubro-negro, tratou de humanizá-lo em suas charges esportivas em jornais e revistas, e o Urubu tornou-se um mascote popular.Em 2000 o mascote do Flamengo ganhou um desenho oficial e um nome: Samuca. No entanto, esse nome não se popularizou entre a torcida, que o continua chamando simplesmente de “Urubu”. Em 2007, um novo apelido é lançado, Uruba, que junto com seu filhote, Urubinha, passam a ir em alguns jogos do Flamengo.

Santos:

  A baleia passou a ser símbolo do Santos partir do primeiro jogo do profissionalismo brasileiro, em 1933, contra o São Paulo. O São Paulo venceu por 1 x 0, gol de Friedenreich. Antes da partida, os jogadores santistas foram chamados de “peixeiros” pelos são-paulinos. Mas o tiro saiu pela culatra. A partir daí, o clube adotou a baleia como símbolo oficial.

São Paulo:

O Mascote surgiu na década de 40, com pouco tempo depois que o clube SPFC (São Paulo Futebol Clube) ser fundado, criado por um colunista esportivo do jornal A Gazeta Esportiva o mascote representado por velhinho de barba branca chamou a atenção de imediato a todos que torcem e vibram pelo São Paulo e daí por diante nunca mais foi alterado sendo decretado o mascote oficial do clube. “São Paulo” na verdade foi um dos apóstolos de Jesus Cristo que na era época conhecido somente por um nome, conhecido como Paulo morreu muito jovem, sendo santificado algum tempo depois, porem na nossa nação São Paulina ele é representado por um mascote velhinho de barba branca, vestido como um monge sempre de branco.

Bahia:

Conhecido como “Tricolor de Aço” e “Esquadrão de Aço”, o mascote do Bahia é um homem de aço (similar ao Super-Homem), que foi criado por Ziraldo em 1979. O Departamento de Marketing do Clube deu vida ao símbolo ao fazer um boneco que sempre aparece antes dos jogos para sacudir a torcida nos estádios. O mascote faz referência ao personagem das histórias em quadrinhos, onde ele era quase que imortal, apenas enfraquecia com a presença de Kryptonita, ou seja, talvez o mais forte de todos os super-heróis. Aliando isso ao futebol, faz referência ao clube, que em seus 80 anos é bicampeão nacional e possui a segunda maior quantidade de estaduais do Brasil.

Ponte Preta:

Com o intuito de criar um personagem que fosse lúdico, simpático e que tivesse grande identificação com crianças e adultos, foi desenvolvido uma mascote oficial que representa o símbolo da Ponte Preta, a Macaca. O mascote também está relacionado com fatos históricos do time.
 O sucesso da Macaca foi tanto que surgiram diversas aplicações em chaveiros, adesivos, camisetas, etc.
Além da Mascote Oficial, a torcida também começou a brincar com a ideia de um segundo mascote: o Gorila, que significaria a força do torcedor alvinegro. Nos anos 2000, a Ponte Preta também adotou o gorila como símbolo da torcida. Assim, ele pode ser visto animando jogos, no símbolo do programa Torcedor Camisa 10 e em charges no site oficial.

Náutico:

A escolha do Timbu como mascote ocorreu durante um jogo entre Náutico e América/PE, no campo da Jaqueira, em 19 de agosto de 1934.No intervalo, em virtude da chuva e da falta de condições no vestiário, o técnico alvirrubro preferiu conversar com os jogadores no centro do gramado. Um dirigente do Náutico levou para os jogadores uma garrafa de conhaque e pediu que eles bebessem um gole para aguentar o frio. Com isso, a torcida adversária gritava “Timbu! Timbu!” para provocar os jogadores alvirrubros, pois o animal aprecia a bebida alcoólica.
O Náutico venceu o América por 3 a 1. Quando os jogadores do Náutico saíram de campo, foram perturbar a torcida adversária, gritando “Timbu, 3 a 1!”.Após este jogo, o Timbu foi o mascote escolhido pelo Clube Náutico Capibaribe, que então organizou um bloco criado pelo pessoal do remo em 1934 – o Timbu Coroado – que sai aos domingos de carnaval, da sede alvirrubra, e percorre o bairro dos Aflitos.

Botafogo:

Biriba era um simpático vira-lata preto e branco que Macaé, reserva do Botafogo achara na rua e levara para o clube. O Botafogo venceu naquela semana, com Biriba no banco de reservas e a partir daí, Carlito Rocha adotou-o como Mascote.Supersticioso e determinado, Carlito Rocha, levou o vira-latas Biriba a todas as partidas do Botafogo no Campeonato Carioca de 1948. Ele achava que o cachorro dava sorte e ai daquele que tentasse barrar o animal. A diretoria do Vasco tentou impedir a entrada de Biriba em São Januário. Carlito Rocha não fez por menos, colocou o cachorro embaixo do braço e desafiou: “Ninguém impede o presidente do Botafogo de entrar onde quer que seja e quem estiver com ele entra, com certeza” garantia Carlito. Com a presença de Biriba, em 19 jogos, o Botafogo venceu 17 partidas e empatou as outras 2 no campeonato e sagrou-se campeão, após jejum de 12 anos.E a partir dele que o cachorro foi adotado como mascote. Anos depois o cachorro passou a ser um símbolo bastante admirado pelos torcedores alvinegros. Além disso as torcidas adversárias apelidaram a torcida do clube como “A Cachorrada”.
Palmeiras: 
O Periquito é o mascote oficial – Ele foi escolhido por haver muitos deles na  região do Palestra Itália.
O Porco que era cantado pela torcida corintianas pejorativamente em relação aos italianos, pois, em 1969 durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, faleceram em acidente automobilístico, na marginal Tietê, dois atletas desta agremiação, Lidú e Eduardo. A data de inscrição de  atletas já havia terminado. Só por unanimidade dos participantes do torneio poderiam  inscrever mais jogadores. O Palmeiras foi voz  discordante às pretensões do time da marginal. O diretor de futebol Sr. José Gimenez Lopes, o Espanhol, foi representante do Palmeiras na reunião do conselho arbitral. Desde então, a torcida corintiana os chamam de Porco – com apoio na época, do jornal Notícias Populares. Até que em 1986 um “iluminado” diretor de marketing do Palmeiras, João Roberto Gobbato, resolveu assumir o porco e desde então, passou a ser o mascote da torcida.

 
Atlético-MG:
O Galo tornou-se mascote do Atlético no final da década de 1930. Segundo contam, devido a um Galo carijó imbatível nas rinhas de Galo de Belo Horizonte. O chargista Fernando Pierucetti, o Mangabeira, fez a charge que o popularizou. Em 1945, o chargista Mangabeira, a pedido do Editor do Jornal Folha de Minas, recebeu a incumbência de desenhar o mascote do Clube Atlético Mineiro. Preocupado em criar um mascote que se identificasse com as características da torcida e do time, ele desenhou o Galo forte e vingador, que simbolizava a bravura com que a equipe jogava. 
 
Figueirense:
 Na festa de apresentação dos novos atletas para a temporada 2012 um assunto antigo foi resolvido.


Após alguns anos sustentando a “Figueirinha” como mascote oficial do clube, o Figueirense oficializou a adoção do Furacão como mascote oficial do time. O mascote foi escolhido em votação no ano passado pela torcida.Apesar da Figueirinha ter passado um bom tempo como mascote, a torcida sempre considerou o Furacão como símbolo oficial. A passagem no hino “Avante, Figueirense! Pra frente, Furacão!”, na década de 1970, foi o estopim para o apelido pegar. A imprensa esportiva local e nacional também já utilizava o apelido de forma não-oficial.

 
 
 Sport: 
Leo é o mascote-símbolo do Sport. Criado há mais de 25 anos pelo chargista Humberto Araújo, Leo desde então vem ilustrando as conquistas e momentos marcantes da história do clube.
 Ele pode ser visto praticando diversas modalidades esportivas, ou comemorando títulos que ajudaram a alegrar ainda mais a festa da torcida.
O nome Leo foi escolhido por significar leão em latim.


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Um pensamento sobre “Mascotes dos times brasileiros da série A

  1. LUIS PERES disse:

    Pra mim o mascote do Bahia sempre será o Superman. O resto são questões comerciais…

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